| AEPortucalense, toma uma posição em relação ao exame de acesso à Ordem dos Advogados. |
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“Cumplicidade entre a Ordem dos Advogados e as Faculdades de Direito” A Associação de Estudantes da Universidade Portucalense, representada pelo seu Presidente, Rui Novais da Silva, em comunicado, considera ser “ óbvia a inconstitucionalidade do exame para o inicio de uma determinada profissão”, embora ache que a formação durante o tempo de estágio seja factor importante para a formação de melhores quadros profissionais. Contudo, a Associação de Estudantes, está incrédula com a promiscuidade entre Faculdades de Direito e a Ordem dos Advogados, pois considera que “a possibilidade dos alunos com mestrado, não terem de realizar exame de acesso à Ordem dos Advogados, é uma medida que visa a manutenção durante mais tempo dos alunos nas Universidades, visto estas terem perdido alunos, com a implementação do Processo de Bolonha”. Tal cumplicidade permitirá às Faculdades de Direito, à semelhança do que já hoje acontece nos cursos de preparação para a magistratura, a criação de cursos de preparação para os exames de Acesso à Ordem dos Advogados, pois esta prepara-se para deixar de dar formação aos advogados estagiários. Esta medida é do agrado das Faculdades de Direito, pois permite o equilíbrio das suas finanças. Logo, “consideramos ser esta a única razão pela qual não foi tomada uma posição pelas Faculdades de Direito, que não têm em consideração a reputação dos seus cursos, nem sequer a formação intelectual dos seus alunos, prejudicando assim, o estudante no livre acesso ao mercado de trabalho”. “Caso para se dizer, uma mão lava a outra”. Neste sentido, a Associação de Estudantes da Universidade Portucalense afirma que “embora o mercado de trabalho esteja saturado, não deixa de acreditar que existe uma conveniência para as Faculdades de Direito neste exame de acesso ao estágio profissional, proporcionado pelo Bastonário Dr. Marinho Pinto, pois estas, só têm a ganhar com as novas formações ou cursos de preparação”. |


